03
Jan 09

Este é o local, o dia, o mês, a hora.

O jornal ilustrado aberto em vão.

No flanco esquerdo, o medo é uma espora

fincada, firme, imperiosa. Não

espero mais. Porquê esta demora?

Porquê temores, suores? Que vultos são

aqueles, além? Quem vive ali? Quem mora

nesta casa sombria? Onde estão

os olhos que espiavam ainda agora?

O medo, a espora, o ansiado coração,

a noite, a longa noite sedutora,

o conchego do amor, a tua mão...

 

Era o local, o dia, o mês, a hora

Cerraram sobre ti os muros da prisão.

 

Daniel Filipe

 

publicado por subterraneodaliberdade às 21:09

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